Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. Eduardo Alves da Costa
quinta-feira, 25 de março de 2010
O Trinchera reproduz o Conversa Afiada ...
PHA, segue um cordel do professor Nando Poeta, como seus companheiros de luta, indignado com a truculência do governo paulista.
Marco Aurélio
SERRANDO OS DIREITOS
Por Nando Poeta
Pra lutar pelo ensino
Precisa grande união.
Defendendo educação
Os pais, jovens, têm o tino
Que cantando o mesmo hino.
Com educador na frente
Um governador que mente.
O que diz é sempre engano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Estamos todos unidos
Levantando a bandeira
Da greve sempre guerreira
Em cordões bem protegidos
Acordando os oprimidos
Que não pode estar ausente
Dessa luta é fogo ardente
Do coração paulistano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
.....
A greve é aprovada
Por alunos, pais, amigos
Que enfrenta os inimigos
Se ergue contra a cambada
Fortalece a caminhada
Que numa força crescente
Se fazendo mais presente
Contra o Serra leviano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
A greve é sempre união
De todas as forças vivas
Com energias ativas
Apresenta a solução
Para toda educação
Pois o papel de docente
É caminhar consciente
Contra Serra, o tirano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Não é greve eleitoral
É uma forma de luta
Invento de quem labuta
É o nosso tribunal
Que julga governo mal
Que foi muito intransigente
Não somos nenhum vidente
Mas Serra seu desumano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
A greve foi a saída
De toda a educação
Que vem dando a lição
Pra toda gente sofrida
Mas que amor tem a vida.
Lutando muito valente
Contra toda a serpente
E todo mundo mundano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Abaixo todas as metas
De Serra-Paulo Renato
Não prestam, vão para o mato
São medidas incompletas
Todas elas incorretas
Ensino contracorrente
Que chega já decadente
Serra não presta, meu mano,
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Política de embromação
Na mídia muita mentira
Governador que atira
Ferindo a educação
Deixando o ensino na mão
Esse bando de indecente
Pro povo Serra só mente
É um grande desumano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Ocupamos a Paulista
Que é hoje a grande sala
Por onde a voz embala
Fazendo ecoar na pista
A luta por mais conquista
Com um jeito irreverente
Mostrando estar descontente
Com Serra que é insano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Precisa que todo o mundo
Mantenha a forte unidade
E tendo a capacidade
De não parar um segundo
Buscando bem lá no fundo
A força firme latente
Pra vencer o incompetente
Desse imperador “Serrano”
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Para a nova jornada
Iremos ao esconderijo
Chegando lá eu exijo
Que a pauta apresentada
Que seja logo aprovada
Que passe a ser lei vigente
Pra sermos sobrevivente
Desse ninho palaciano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Estando em movimento
A nossa luta é forte
Vai dando um grande suporte
Barrando vai o tormento
Sem deixar nenhum lamento
Estudante é um afluente
Somado ao mestre é corrente
Diz que Serra é desengano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
Não vamos baixar a guarda
Somos uma grande rocha
O fogo aceso na tocha
Alimentando a vanguarda
A luta é salvaguarda
Maior de que continente
Não desista, sempre tente
Com a força de um oceano
Quem coloca o povo em cano
Não pode ser presidente.
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Quem sou eu
Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. Eduardo Alves da Costa


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